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  • Foto do escritorJorge Barros

01 de Março: Dia Mundial de Zero Discriminação

Atualizado: 27 de jun. de 2023


Fotografia de uma cena de manifestantes com cartazes nas ruas.
Fotografia de uma cena de manifestantes com cartazes nas ruas.

No dia 01 de Março de cada ano, é celebrado o Dia Mundial de Zero Discriminação. A data foi comemorada pela primeira vez em 2014, lançada pelo diretor do UNAIDS, em um grande evento em Pequim e instrumentalizada para combater a discriminação contra pessoas vivendo com HIV e seus estigmas. E logo a data abraçou outras lutas: contra o racismo, discriminação no trabalho devido a origem, etnia, deficiência, orientação sexual, gênero, renda, dentre outras.


Mas logo surge uma pergunta: Se todos são iguais como seres humanos, por que as pessoas passaram a se dividir em grupos identitários? Segundo a Teoria da Identidade Social, as pessoas costumam se segmentar desta forma porque os indivíduos têm a tendência de se classificarem em categorias. E isto leva a criar estereótipos e estigma, que é um fenômeno socialmente construído com implicações negativas em suas vítimas, pois reduz as expectativas de uma pessoa em relação à outra, muitas vezes com conotação de anormalidade.


Existem três conceitos fundamentais para compreendermos como chegamos à discriminação: estereótipo, preconceito e, por fim, a própria discriminação. Estereótipo ocorre quando caracterizamos as pessoas, mas ainda sem haver julgamento. O preconceito é carregado pelo julgamento e avaliação, geralmente sem base válida para fundamentar. A discriminação é um passo além do preconceito, pois envolve a ação. É o comportamento de segregar alguém, tratando de forma desigual e pejorativa devido a suas diferenças.


E isso tem tudo a ver com Diversidade e Inclusão nas empresas, pois a própria gestão da diversidade e ações afirmativas surgiram como uma resposta à desigualdade causada pela discriminação. Hoje, seis décadas após o surgimento do termo 'Ações Afirmativas' e, mesmo com todos os avanços dos programas de diversidade, equidade e inclusão nas empresas de todo o mundo, ainda temos muitos desafios a serem superados.


No Brasil, por exemplo, ainda vivemos um alto índice de desigualdade: são frequentes os episódios de racismo; lideramos índice de morte a pessoas LGBTQIA+; mulheres ganham 30% menos que homens. Isso só para citar alguns indicadores. Por isto a importância de relembrar esta data como marcador da luta necessária pelo combate à discriminação nas empresas e demais ambientes sociais.


Isso tudo só reforça a importância das ações afirmativas que, diferente do que algumas pessoas ainda insistem em acreditar, não tem absolutamente nada a ver com privilégio. Ao contrário: Ação Afirmativa combate privilégios históricos. E, apesar de promover a igualdade, está atrelada ao conceito de equidade, que envolve a proporcionalidade, ou seja, é tratar os desiguais de forma também desigual, não como forma de discriminação, mas para conceder tratamento justo, oferecendo mais oportunidades a quem teve seus direitos negados.



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